sábado, 3 de dezembro de 2016

Concurso de fotos Bike & Art Show 2017

Estou participando do Concurso de fotos Bike & Art Show 2017 com as duas fotos abaixo. 

A premiação? Nos termos do organizador: "As 10 primeiras colocadas, de acordo com a votação popular na fan page do B&AS, serão expostas na Galeria de Arte do Bike & Art Show, no Salão Moto Brasil, de 26 a 29 de janeiro de 2017, no Rio Centro, Rio de Janeiro." Nos meus termos: a satisfação de ver minhas fotos curtidas.

Se curtiu, por favor, curta lá no facebook e me ajude a ficar satisfeito! 😉


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Carta aberta a um certo diretor de jornal

Um tal Francisco Rocha, diretor de um jornal local, faz troça de mim em seu jornal, e me chama de mal educado porque, veja só!, ele estaciona na minha vaga (vaga do estacionamento privativo do meu local de trabalho, diga-se) e eu exijo que ele retire o seu carro. Da minha vaga!

A este senhor, digo algumas coisas. Mas antes, uma breve narração dos fatos:
Chego e há um carro na minha vaga. Estaciono a moto bem atrás e vou procurar o dono do carro. Nem precisava, ele estava no estacionamento e me pergunta:
- Vai me trancar?
- Vou, se você não retirar seu carro. Retire, por favor.
- Por quê?
- Porque esta é minha vaga.
- Mas não tem indicação.
- Não interessa, é uma vaga privativa para os funcionários da Câmara.
(Seguem duas interações ininteligíveis sobre o que interessa ou não.)
- E você vai tirar a moto?
- Não, quero que você passe por cima.
Ele diz algo que me foi inaudível enquanto eu já estava de volta na moto e de capacete e eu respondo que o estacionamento é privativo e ele não pode simplesmente ir entrando.
Eu retiro minha moto, ele retira o carro (e não sei para onde vai, se fica no estacionamento ou se vai embora), eu estaciono minha moto e entro para trabalhar.
Fatos expostos, segue o que resta dizer:

Primeiro, é não só falta de educação, mas também uma daquelas pequenas corrupções que fazem o perfil cultural do brasileiro, com o jeitinho e com a lei de Gerson, o estacionar em vaga privativa que não é sua. Sim, senhor diretor de jornal, o senhor é mal educado e corrupto. Então a minha falta de educação, se é que o foi, é pouca paga pela sua.

Segundo, sim, eu sou concursado (ah, como isso deve ter sido frustrante a você, não é?) e sou inteligente. E exerço minha função tão bem quanto me é dado exercer. Por isso e pelo direito que a função me garante à vaga do estacionamento, exijo que ela e eu sejamos respeitados. Sim, senhor diretor de jornal, você foi desrespeitoso, pelo que minha ironia, que efetivamente foi, é pouca paga por seu desrespeito.

Terceiro, não, eu não sou dono do meu local de trabalho, embora o seja tanto quanto qualquer cidadão. Mas é meu local de trabalho, não o seu. Sim, senhor diretor de jornal, não é o quintal da sua casa nem o estacionamento do seu jornal. Aliás, gostaria de saber se as vagas do seu jornal estivessem cheias de carros alheios à empresa, qual seria a opinião deste digníssimo diretor de jornal. Sim, senhor diretor de jornal, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Pelo que meu desprezo por si é pouca paga pela sua hipocrisia.

E por fim, se o que você conhece de motociclismo é John Travolta e Born to be wild, sinto dizer, mas o senhor diretor de jornal vive de clichês e é bem pouco informado. Pelo que sua troça-vingança me é menos que bem pouca, pouquíssima paga. É uma ninharia! Keep the peanuts.

Passe bem, senhor diretor de jornal. E aprenda a respeitar se quiser ter algum respeito.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Curitibanos Harley & Custom 2016

A verdade é que evento de moto é tudo igual: motos, cerveja e rock'n'roll. Para uns algumas coisas a mais, para outros algumas coisas a menos. Isso e eu sou como um cachorro que, depois de correr atrás de um carro, não sabe o que fazer quando o carro para. O que realmente pode fazer diferença são as pessoas que encontramos neles. E este evento em Curitibanos tem, para mim, os caras do Lixões MC e o Fabiano, o xerife. Então faço questão de visitar e bater um papo, mesmo que curto, com eles.

E eu estava mesmo ansioso por este evento, que neste ano aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro, sábado e domingo. Muito porque no rabo das despesas com a obra da nova casa eu acabei por não pegar estrada por um longo longo tempo, exceto alguns passeios bem curtos, que nem dá para contar como "pegar estrada". O destino é sempre pretexto, o negócio é fazer passar muito asfalto sob as rodas.

Assim é que solicitei e consegui o alvará com a autoridade competente com bastante antecedência e preparei minha bagagem já uma semana antes do dia da viagem. Finalmente chegado o sábado, planejei planejei sair bem cedo, às 5:00, até porque precisaria pegar o caminho longo, uma vez que o trecho entre Nova Petrópolis e Caxias do Sul está interditado e o caminho por Bom Jesus não me inspira confiança pelo asfalto.

Acordei umas 4:15, tomei um banho, botei a roupa, arrumei a bagagem na moto, beijei a esposa, acariciei e beijei os meninos e parti. Exatamente às 5:00.

Em São Chico.
O início de viagem foi tenebroso! Primeiro, como uso óculos e a perna dele me força as têmporas, deixando-me com uma dor de cabeça terrível, tentei usar uns óculos com elástico (que possui um clip interno com lentes de grau). Mas aquilo, no clima ainda um tanto frio da madrugada, embaçava demais e a visibilidade era muito ruim. Então parei em São Francisco de Paula e coloquei de volta os óculos velhos de guerra. 

Aí, saindo de São Chico, o sol nascendo, bem, tudo vai melhorar, não? Não! Do nada o céu sumiu, uma neblina e umidade inacreditável. Novamente não via nada e fiquei encharcado. Pior que chuva, porque a água não escorria da viseira. E muito mais frio. Fiquei quase ao ponto de desistir. Parei para tomar um café no posto de Tainhas e esperei que o céu abrisse ao menos um pouco. Não abriu. Mesmo assim segui viagem.

Em Vacaria.
Até Caxias a serração e a umidade continuaram a fazer da viagem um horror. Depois melhorou. Ainda um pouco frio e bastante nublado, mas agora eu já podia enxergar. Mas a tensão do início me deixou dolorido e cansado. Parei na saída de Vacaria para abastecer e aproveitei para relaxar um pouco.

Depois de Vacaria o céu começou a abrir e a viagem se tornou mais prazerosa. Chegando em Curitibanos, ainda nublado, mas bem pouco, o sol deu as caras e prometia brilhar forte. E brilhou forte e quente. Muito quente!

Cheguei ao evento em torno das 13:00, cumprimentei o xerife, que recepcionava os participantes, encontrei o local com as cores dos Lixões, que ainda não tinham chegado, e já me acheguei. Logo depois alguns deles, que foram antes e montaram o espaço deles, chegaram e, como era de esperar, me receberam muito bem. Conversei um pouco com eles e depois fui comer um burguer em um dos food trucks.

Pouco tempo depois, já de volta ao ponto de concentração dos Lixões, eles chegaram, barulhentos e divertidos. Cumprimentei vários e paguei a cota para aproveitar a cerveja e o churrasco. Depois disso, vocês podem imaginar como foi... 
Uma das poucas fotos que tirei durante o evento
(as três Softail estavam bonitas juntas).
Ah, sim, eu levei a GoPro e o celular (para tirar fotos), mas acabei não fazendo uso, exceto por umas poucas fotos (todas postadas aqui e/ou no Instagram). Achei que não saberia registrar o evento, seja com foto, seja com palavras. Assim, posso resumir dizendo que de tudo que vi no evento há três coisas que vale destacar:
  • Antes de tudo, cabe falar mais um pouco dos caras dos Lixões MC. Vários deles me cumprimentaram muito afetuosamente e me perguntaram sobre a casa nova, sobre a tentativa felizmente frustrada de vender a moto, sobre a viagem... Demonstraram muito respeito e atenção. Eu gosto muito desse pessoal!
    Lixões MC, as motos.
    Lixões MC, as cores. 
  • Havia uma Indian Chief Vintage de algum participante do evento e mais uma Vintage e uma Classic em um dos stands. A Chief é uma moto impressionante. Brasileiro não gosta muito do estilo paralamão, mas é exatamente o meu gosto: uma moto imponente e, uau, aquele motor! Mais: a moto vestida é bonita e tal, mas pelada ela é um desbunde! Eu acho mais provável eu tocar o bom e velho "projeto bagger" com uma Road King (que também é uma moto impressionante, apenas que já é velha conhecida), mas, por essa possibilidade de configuração pelada, eu queria mesmo era a Springfield.
    Indian Chief Classic.
    Indian Chief Vintage.
  • A maior e mais agradável surpresa que eu tive foi ver uma Sportster Custom prata com o dresser kit cromado para o motor. A surpresa foi agradável porque eu cheguei a pensar que o dresser kit, ao contrário das capas cromadas em si, não ficaria tão bom. Mas fica. Sim, um olhar atento vê logo que se trata de uma capinha e não de peça do motor. Mas pela diferença de custo, eu acho que a coisa vale muito a pena. Além disso, a moto estava com outras peças cromadas cobrindo o motor cinza. Perfeito! É isso o que vou fazer (a hora que a grana não estiver assim tão escassa).
    Engine dresser kit, lado direito.
    Engine dresser kit, lado esquerdo.
Depois de uma boa bebedeira e um bom charuto, saí meio que de fininho para a área de camping. Montei a barraca, enchi o colchão inflável e desmaiei nele. Cochilei bem umas duas horas e depois acordei para um banho e um sono mais confortável. Fiquei um tanto decepcionado com o comportamento dos acampantes. Muito barulho e pouco respeito (demonstrado também na sujeira deixada nos banheiros). Mas, enfim, a área destinada ao camping era boa (só faltou pontos de energia, mas eu me virei com isso) e eu estava cansado pacas... Dormi mesmo assim.

Iniciando a volta.
Acordei no domingo lá pelas 7:00. Desmontei o acampamento, montei as coisas na moto, fiz minha higiene e parti de volta para casa, parando antes num posto para abastecer e me hidratar (rapaz, como eu estava precisando disso).

A volta foi bem mais tranquila e gostosa de fazer. O céu estava nublado por todo o caminho, mas não choveu nem estava frio. Agora com boa visibilidade, pude ver que a estrada é bastante divertida, apesar das irregularidades e buracos na pista que fazem das curvas mais perigosas do que deveriam (mesmo em baixa velocidade).

Ah, a propósito, descobri que o que me causava dor de cabeça pelo capacete era o conjunto "perna do óculos - balaclava - botão da espuma mal fechado" (sim, todo este tempo com este capacete eu achava que o posicionamento dos óculos só ficaria bom com o botão aberto). Tirei a balaclava, consegui posicionar os óculos com o botão da espuma bem fechado e, voilà, adeus dor de cabeça! Mas eu ainda o quero trocar por um capacete articulado.

Voltei na boa, bem devagar e curtindo o passeio. Cheguei em casa lá pelas 15:00. Uns trinta minutos depois o céu desabou em chuva torrencial. Ainda bem que eu já estava no calor e no conforto do lar, nos braços da minha amada esposa e dos meus filhos!
De volta ao lar! Até a próxima...

domingo, 20 de novembro de 2016

Uma bolsa que não é uma mala

Neste fim de semana eu já comecei a arrumar minhas coisas para uma viagem que quero fazer no próximo fim de semana (para o Curitibanos Harley & Custom 2016, mas falarei mais do evento depois, provavelmente depois de voltar de lá).

Sim, eu gosto de ter tudo preparado com boa antecedência, mas o caso nem foi o de ter as coisas preparadas. O caso é que eu vou acampar e eu queria mesmo era saber como eu carregaria tudo o que preciso na moto.

Aliás, sobre o que preciso, bem, eu gostaria de ter comprado um daqueles colchonetes infláveis, com isolante térmico, bem pequenos, mas achei que o preço não compensa o atual uso tão esporádico. Também queria um travesseiro inflável, que não é assim tão dispendioso, mas também não compensa. Só vou gastar grana com isso para uma longa viagem que estou a planejar, mas que ainda demora um pouco a se realizar.

Por enquanto, o que tenho é uma barraca pequena, um colchão inflável enorme (e que não isola termicamente nada), uma bomba, um saco de dormir e uma espuma fina que fará às vezes de travesseiro. Além, é claro, de  capa de chuva, toalha, segunda pele, duas mudas de roupa (cueca, meia e camiseta; três no total: uma no corpo, uma muda e uma de reserva, que sempre levo em todas as viagens), um "pijama" (cueca, bermuda e camiseta), um chinelo...

Achei que não teria como levar tudo isso, principalmente pensando no colchão e na bomba, que ocupam um espaço considerável. Mas fiquei muito contente em colocar tudo, exceto a barraca e a capa de chuva (que vai na side bag), dentro da bolsa Kuryakyn Grantour Bag, que ainda leva os itens de higiene pessoal e remédios, os cacarecos eletrônicos e mais algumas coisas pequenas. E com folga para mais alguma coisa, se eu quiser. E, ainda, a bolsa ainda me serve de apoio lombar!

A aquisição desta bolsa foi realmente algo de que não tenho o menor arrependimento, mesmo ela não sendo a prova d'água (o que me faz levar um sacão de lixo que serve de capa; a que veio com ela voou numa viagem, eu não vi, perdi).
A bolsa Kuryakyn já com toda a bagagem dentro dela,
a barraca, o capacete e a roupa separada para a viagem.
Curitibanos, aí vou eu!

sábado, 19 de novembro de 2016

Garagem-bar 5

O bar provisório, enquanto
a Garagem-bar não sai do papel.
O Louis, do Gasoline Sauce, postou sobre um growler que ganhou, em Birra che te fa bene! 

Comentei com ele dos meus, que comprei quando cheguei na Serra Gaúcha, na Cervejaria do Farol. E lembrei de um fantástico e delicioso Natal regado a rauchbier, no growler, e porco assado. 

Pois então, Louis, repetir o porco e a rauchbier este ano não vai dar. Mas posso agora te mostrar os dois growlers no bar provisório, que não passa de um velho guarda-roupas provisoriamente instalado na suíte.

Devagar a gente vai ajeitando as coisas e já já teremos um ambiente mais apropriado para estas coisas!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Garagem-bar 4

Parte II - Cachimbo

Autor: Roberto Vargas Jr.
Nota: No cantinho do castigo: bora fazer fumaça!
Eu me amarro em cachimbos. Há um quê de sabedoria, um quê de reflexão na imagem de um homem cachimbando. Talvez não seja uma verdade, pelo menos não para todo e qualquer caso, mas não deixar de ter razão ser. Pois encher o fornilho, acender o tabaco e mantê-lo aceso... É um ritual e uma arte. 

Com a postura certa, é mesmo um excelente e prazeroso momento de intimidade com o Criador. E eu posso entender muito bem quando o Robinson Crusoé de Daniel Defoe, isolado em sua ilha, diz que o que mais lhe faz falta é um cachimbo.

Assim que comecei a cachimbar, eu tentei manter um registro dos tabacos: para não esquecer deles - pensava eu. Mas logo perdi o interesse porque minha relação com cada lata (ou seja lá qual for a embalagem), por eu ser um fumante ocasional, é bastante longa. Tão longa que é difícil esquecer as experiências, sejam elas boas ou ruins. 

Não faço caso de voltar às experiências ruins, mas uma, que não se pode chamar exatamente "ruim" é interessante. Conversando com um amigo cachimbeiro, eu disse que gostava demais do sabor e do aroma dos tabacos aromatizados com cereja, além do cheiro que fica impregnado no cachimbo. Ele me responde que isso mudará com o tempo. Eu achei que não; e respondi que não fazia caso de apurar o paladar como me ocorreu com o vinho (não que eu seja um expert, mas que já não é qualquer vinho que me desce). 

Bem, parece que a coisa é mesmo inevitável, mesmo para um fumante tão ocasional quanto eu. Não é que eu tenha de todo abandonado o gosto por aromatizados tão fortes quanto estes (ainda gosto do Cândido Giovanella Pêssego, e sua densa fumaça, por exemplo), mas, de fato, tabacos de maior qualidade se apresentam menos químicos ao paladar.

Das experiências boas, faço um resumo em lista, mais ou menos em ordem cronológica, do tipo "gostei de" (apenas com as melhores delas): 
  • O sabor de ameixas do Davidoff Blue Mixture;
  • Do aroma, mais que do sabor, de damasco do Cornell & Diehl Apricots & Cream.
  • Do aroma e sabor um tanto cítricos do McClelland Honeydew, fora ser a primeira experiência com flake (tratado erroneamente, diga-se, o que me faz querer tentar de novo). Também devo dizer que sobre o "gostei" deste tabaco que foi "muito".
  • Da belíssima lata e do delicioso aroma, apagado ou aceso, mas nem tanto do excesso de doçura, do Sutliff Molto Dolce.
Gostei um pouco também do suave sabor de chocolate dos Captain Black que experimentei (Royal e Light; achei que os dois tinham este sabor de chocolate, mas gostei mais do Light que do Royal), mas, como não foi nada assim espetacular, deixo fora desta lista.

Agora estou me dedicando à enorme lata (100g) do Mac Baren Vanilla Cream. Estou gostando muito deste tabaco, que é adocicado na medida certa para mim. Mas este terá seu registro na Garagem-bar em tempo oportuno!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Tattoo 3

Como eu disse na postagem anterior, antes de continuar a falar sobre a garagem-bar, vou fazer uma pequena nota sobre a evolução da tatuagem.

Eu tentei tirar várias fotos e em nenhuma se consegue ver o que se vê "ao vivo". Dá para ver que está diferente, mas não se vê tudo o que se vê a olhos nus. Então escolhi uma qualquer delas para mostrar como está agora.

A tattoo com pouco mais de três semanas.
E, bem, está agora descascando, muito depois do que me foi dito ser "normal". Nada demais, afinal, cada organismo reage a seu próprio modo. Mas o caso é que enquanto vai descascando (e o processo está bastante lento), fica feio pacas: parte preta, parte acinzentada, parte esbranquiçada. E esta parte esbranquiçada parece apresentar falhas. Que não dá para saber se é só a pele nova por cima ou se há mesmo alguma falha.

Bem, seja como for, tenho que esperar o processo de cicatrização terminar (por completo). Já conversei com a tatuadora e combinamos de fazer algum retoque que seja necessário (se for mesmo necessário, e acho que será, principalmente no mindinho e em algum traço mais fino) quando eu for fazer a próxima tatuagem.

E, ah há, isto é uma nova: decidi fazer aquela velha ideia "cruz e Bíblia" no antebraço esquerdo, em preto e cinza (preferencialmente realista, mas veremos). A princípio vou fazer isso em janeiro próximo, mas posso adiantar ou atrasar a coisa conforme a conveniência.

Enquanto isso, fico aqui ansioso que este processo de cicatrização termine logo!

Garagem-bar 3

Parte I - Uma breve explicação de motivos

Na postagem inaugural desta série, eu deixei claro que não tenho a intenção de fazer resenhas. Muito porque não tenho lá muita habilidade para fazer resenhas sobre o que quer que seja. Menos ainda sobre vinhos, cervejas, whiskeys, charutos e tabacos para cachimbo. Como eu disse: sei apenas dizer "gostei" ou não "gostei".

Também, não quero que a garagem-bar seja torne uma espécie qualquer de "apologia". Ela, a garagem-bar, é para meus prazeres e meus prazeres para a glória de Deus (para lembrar da minha relação "conturbada" com estas coisas: Garagem-bar 1). Nem quero fazer qualquer tipo de diário. O objetivo é mais compartilhar meu prazer como o que seria qualquer boa conversa num bar.

Então não tenho a intenção de fazer algo parecido aqui. O melhor é apenas postar algumas fotos e algum breve comentário. E é o que farei (como na foto abaixo, mas talvez incluindo alguma informação sobre minhas impressões).

Relaxando, merecidamente, no "cantinho do castigo".
Mac Baren Vanilla Cream, Churchwarden Bertoldi.
Por outro lado, porém, eu gostaria de deixar em algum lugar o registro de algumas das experiências que já se passaram, acima de tudo para ter por referência para compras futuras. Não com relação às bebidas. (Até porque se eu for rememorar tudo o que bebi na vida... Bem, melhor nem contar!) Posso pensar nelas apenas em referência à garagem-bar e ficar com as fotos e breves comentários que virão.

Mas alguma retrospectiva a propósito de tabacos para cachimbo e de charutos me convém. Uma postagem sobre cachimbo (Parte II) e outra sobre charutos (Parte III), portanto, serão minhas próximas postagens. 

Não sem antes um "interlúdio" para mais um comentário sobre a evolução da tatuagem.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Triumph Bonneville Bobber

A notícia (já faz tempo) não é nova, mas eu demorei um tanto para falar dela porque tenho andado com outras demandas. O que acaba sendo bom porque outras penas falam mais e melhor sobre a moto, permitindo-me apenas falar um pouco sobre meu gosto, que é o que interessa!

E, de todo modo, justamente quanto ao gosto, por mais que eu goste das modern classics Triumph Bonneville, bem, é um gosto meio que marginal. Mas a Triumph Bonneville Bobber realmente me fez virar a cabeça!

A moto é, original, belíssima. A versão apresentada para exemplificar a infinidade de acessórios para ela, então, com o ape hanger, é uma moto que, dependendo de certas circunstâncias, eu bem consideraria ser substituta da Sportster (que a Lady Day não me ouça!). Segue uma foto com as duas versões:
Triumph Bonneville Bobber
Fonte: Cycle World.
Esta foto foi retirada de um artigo da Cycle World (que, por sua vez, parece ter tirado suas fotos da própria Triumph). O artigo possui várias outras fotos que vale conferir, além de um vídeo. E, falando em vídeo, segue um oficial da Triumph sobre o evento de apresentação da moto (eu considerei que está muito lifestyle e mostra muito pouco da moto em si, mas não deixa de ser legal):
Brutal Beauty - 19.10.16 - The New Bonneville Bobber Launch Event - extended cut
Eu realmente não tenho desejo, ao menos por ora, de ir do continente à ilha, mas que esta moto é algo a se olhar, ah, isso é!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Tattoo 2

Eu achei que só escreveria sobre tatuagem de novo quando fosse fazer mais uma. Mas há assunto para a que já tenho.

Antes de fazer a tatuagem, foi-me dito que, pela própria renovação da pele, os traços nos dedos se "apagam" mais rapidamente, exigindo retoques mais constantes (3 contra 5 anos para desenhos em outras partes do corpo, disseram). "Tudo bem", eu pensei. Mas não me dei conta de que outros "transtornos" pudessem ocorrer. 

Quanto aos cuidados, logo depois da tatuagem feita, avisaram-me: pode sangrar, pode apagar um pouquinho, pode "descascar", pode coçar e, se não cuidar bem, pode infeccionar. Bem, dez dias passados, prazo que, dizem, é o da cicatrização, não me sangrou, nem infeccionou, nem "descascou". Lá pelo sexto ou sétimo dia coçou bastante, mas no oitavo ou nono já passou. Seja como for, vou continuar a passar a pomadinha para tattoo por um bom tempo!

Não mencionei que "não apagou um pouquinho". Não porque o preto tenha acinzentado ou esverdeado. Não é isso. O que aconteceu é que algumas dobras da própria pele ficam sem tinta. É bem pequeno e quase imperceptível, mas é algo sobre o que vou conversar com a tatuadora para ver se algum retoque, agora ou daqui a um tempo, será necessário.

Outra coisa interessante é que li que, fatalmente, borra. E tanto mais quanto mais passa o tempo (vi, inclusive, num blog, um comparativo, desde feita até seis meses depois, de uma tatuagem que borrou e apagou bastante). A tatuadora me disse que as bordas se expandiriam um pouco. É também bem pouco perceptível, mas já vejo um pouco disso. Mas, ao contrário de ser um prejuízo às letras tatuadas, acho mesmo é que está ficando melhor.

Como a tatuagem é algo mais vivo que imaginei, vou registrar aqui algumas fotos ao longo do tempo, para ver como a imagem da tattoo evolui. Agora está assim:

A tatuagem, dez dias depois.

sábado, 22 de outubro de 2016

Motos e fotos 11

Autor: Roberto Vargas Jr.
Nota: Dia lindo para um passeio. Que, infelizmente, não vai rolar. Mas há tempo para uma boa foto!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Tattoo 1

Que malvadão não possui uma tatuagem? E eu aqui com a pele limpa. Preciso fazer uma.

É claro que isso é só uma piada. Mas também é fato que tatuagens fazem parte deste mundo. Difícil ver um motoqueiro que não tenha uma ou, ainda mais difícil, que não curta. Eu curto desde sempre, mesmo ainda bem antes de ter uma moto. Mas nunca tive coragem nem ocasião para fazer.

Em parte por conta do desenho. Tatuar o que? É algo muito definitivo, ainda que haja meios de tirar ou cobrir. O desenho tem que ser um com o qual saibamos que vamos conviver em paz "para sempre". Em parte também porque não tive muita confiança em uns poucos tatuadores com quem conversei. (E mais uma parte porque a grana tinha outras prioridades.)

Quanto ao desenho, eu já pensei em várias alternativas, e o local desejado para tatuar sempre foi as costas. Adolescente eu tinha uma caveira em ângulo com uma cabeleira rosa, que, inclusive, eu também queria colocar na minha prancha de surfe (sim, um dia eu peguei onda). Ainda adolescente eu pensava numa cruz em pedra, uma Bíblia aberta sobre ela (no braço vertical) e no patíbulo (o braço horizontal) um cérbero (aquele do cartaz do filme Drácula de Bram Stoker). Mais recentemente eu me satisfazia com apenas a cruz em pedra e a Bíblia aberta.

Mas tudo isso é muito óbvio e lugar comum. Cristão, de uma forma geral, não é muito afeito à tatuagem, mas quando é, a cruz é sempre a mensagem imediata. Não que eu tenha deixado de curtir, nem que eu me arrependeria, se a ocasião e a coragem tivessem chegado. Mas que eu comecei a pensar em algo menos óbvio e mais poético.

Certa vez um amigo me sugeriu: "Já que você curte, por que você não tatua ´Deus preferiu esta carne'?" Opa! Gostei disso. A afirmação é trecho de uma canção do grupo Palavrantiga, e remete a que nosso corpo é templo de Deus. É algo ao mesmo tempo poético e provocador. Decidido: a tatuagem nas costas terá esta frase.

Mas e o desenho? Há tempos eu tenho refletido sobre a morte. Numa velha postagem do blog que possuía este endereço eu escrevi que a morte é temível, mas desejável. E a boa e velha imagem da travessia do Jordão do deserto para a Terra Prometida, desta vida de cansaço para a Vida Eterna sempre me vinha à mente. Mas como desenhar isso? Difícil.

Então Tolkien me apareceu com a imagem dos elfos nos Portos Cinzentos, partindo da Terra Média em seus navios para o Reino Abençoado. A conexão com a travessia do Jordão me foi imediata, e o desenho possível. Feito! Este será o desenho. Aí coloco a referência bíblica (Fp 1:21) em algum lugar dele e tenho meu desenho definitivo com o qual poderei conviver.

The Gray Havens (os Portos Cinzentos). Uma base para fazer meu próprio desenho.
Imagem retirada da internet via Google Imagens.
A ideia está aí, agora é encontrar um tatuador que me proponha um desenho com base neste tema em uma ocasião propícia.

Antes disso, porém, podemos fazer algo menor e ainda assim significativo. Foi o que fiz. Na frente do meu trampo tem um estúdio: Mayã Briefs Tattoo Shop. Depois de estudar uma fonte apropriada, passei lá e marquei uma sessão para uma tatuagem pequena, as iniciais dos membros da minha família em meus dedos. Feito! Está na mão!

Para sempre família!
Foto tirada, já em casa, após terminada a tatuagem.
Uma nova postagem desta série é bem capaz de demorar muito. Mas espero ter um dia esta minha ideia posta nas minhas costas! (E eu mato quem roubar minha ideia! rsrsrs)

sábado, 15 de outubro de 2016

Diário de bordo 3

Um passeio um pouco maior e parece mesmo que o problema elétrico foi resolvido. Apenas uma vez apareceu um log de baixa voltagem, mas como ela estava parada por um tempo, e o trajeto foi curto, eu desconsiderei. Nenhum outro aviso e nenhuma luz-espia voltou a acender.

Muito bom ver minha menina voltando à perfeita saúde. Comemoremos!

Na Cervejaria do Farol, comemorando, com uma rauchbier, a boa solução
após o rolê de teste após instalação do regulador de voltagem.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Diário de bordo 2

Regulador de voltagem
(PN 74546-07A)
Chegou hoje o regulador de voltagem.

Fiz algumas cotações e, embora eu tivesse a preferência por comprar um novo original, a melhor relação custo/prazo de entrega foi com o Carlos Barbosa (Carlão Reguladores), que faz reparos em reguladores de voltagem e estatores e foi muito bem recomendado.

Fora frete, o custo foi de R$300,00 e o prazo, incluindo o tempo de frete, ficou em 10 dias.

Instalei há pouco e, uma vez que o regulador ainda "não tinha ido" e o problema só aparecia de vez em quando, ainda preciso rodar mais um pouco para ver a reação da moto. Aparentemente, porém, problema resolvido. 

Também preciso acompanhar a injeção, que, junto com a voltagem baixa, estava acusando erro. 

Veremos. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Motoqueiro ou motociclista?


O Bayer, do excelente Old Dog Cycles, voltou a tratar de um daqueles temas para lá de recorrentes no mundo das duas rodas: qual a diferença, se é que há, entre motoqueiros e motociclistas? Publicou como uma postagem um comentário de um leitor.

Pela minha própria formulação da pergunta, já deixo a dica do que penso a respeito. Deixei um comentário na postagem dele e a replico aqui, acrescentada de uma explicação:

Pela descrição do texto, eu não sei se sou motoqueiro ou motociclista. Eu faço e não faço coisas de ambos os grupos. Veja só:
"O termo motoqueiro se presta mais adequado aos que tem sobre duas rodas um estilo de vida e não pilotam por mera diversão ou mesmo por conveniente ocasião. 
Motoqueiro não faz passeios, não vai “ali dar um rolê” ou usa sua moto mais cara para subjugar o semelhante que tem uma máquna mais simples. Motoqueiro é extremamente orgulhoso da máquina que tem, mas não sabe ser esnobe."
Eu tenho este "estilo de vida"? (Os "real bikers" não brigam tanto com a Motor Company pelo "lifestyle"? Lifestyle por estilo de vida...) Não sei. Sei apenas que "moto" ocupa um lugar proeminente em minha vida.

Eu nem sei se "piloto". Eu ando de moto! Não exatamente por "mera" diversão, mas por pura diversão e toda ocasião é conveniente.

Eu faço passeios e viagens. Eu dou um rolê. Não uso minha moto para subjugar ninguém. (Como se subjuga alguém com uma moto? Assumo que ele quis dizer "humilhar".) 

Não sou "extremamente orgulhoso" por minha moto. Gosto dela. Extremamente. Mas não vejo razão para orgulho. (Assumo, porém, que o "extremamente orgulhoso" se refira a isso.) Nem vejo razão para esnobismo.

Pelo que repito: "Pela descrição do texto, eu não sei se sou motoqueiro ou motociclista. Eu faço e não faço coisas de ambos os grupos."

A verdade é que a distinção, seja nesta descrição dada, seja em qualquer outra, é tão forçada e tão dependente do “universo” de quem dá a descrição que não é senão falsa. Tanto faz o termo, “motoqueiro” ou “motociclista”. Há gente boa e gente ruim usando para si ambos os termos. 

A propósito, os filmes são “Ghost Rider” e “Wild Hogs”. A tradução dos títulos certamente passa bem longe de qualquer treta por conta de oposições entre “motociclistas” e “motoqueiros”, que o tradutor por certo ignora completamente. 

Aliás, para qualquer tradutor que não ande de moto, “motociclista” é um só um termo mais formal e “motoqueiro” um popular. Nada mais. E, para mim, isto está mais que bom!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Lady Day e a garupa

Desde que rebaixei a Lady Day, nunca mais havia andado garupado, exceto por breves caronas ao meu primogênito para e da escola. Como ele é muito levinho, é praticamente a mesma coisa que andar solo.

Por isso, sempre que reclamam do amortecedor da Sporty, eu simplesmente dou de ombros. Digo que a moto é mesmo um pouco cabrita, mas me é confortável o suficiente.

Hoje, porém, o carro estava em manutenção e a minha esposa foi à garupa. Caramba! É simplesmente impossível andar garupado!

Primeiro, eu admito, não é só a Minha Linda que não sabe ser garupa, fazendo pêndulos para lá e para cá, eu também não sei andar garupado. O equilíbrio da moto é totalmente outro e, como sempre ando solo, não me acostumo com garupa de jeito nenhum. É um sufoco manter o rumo mesmo quando minha esposa não está a fazer pêndulo.

Mas, além disso, a moto desceu tanto com o peso extra que eu quase sentia o pneu raspar o paralama. E por certo só não deu fim de curso porque eu andei devagar quase parando.

Ah, sim, minha esposa também reclamou do chão de paralelepípedo. "Dói o bumbum." - diz ela. Imagine a reclamação se tivesse uma pancada de fim de curso! Ainda bem que o trecho sem asfalto era curto e os solavancos foram minimizados o mais que pude.

De fato, como eu disse, em outras palavras, alhures, Sportster não é moto para garupa. Ou, como eu li certa vez não sei onde: "garupa é aceitável, mas não é bem vinda"!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Diário de bordo 1

Pois é, hoje foi o dia do Luciano Lang examinar a Lady Day: bateria OK, estator Ok... Regulador de voltagem não OK. Próxima ação: encontrar o tal (PN 74546-07A). Se é o que se tem que fazer, bora!

Lady Day sendo tratada pelo camarada Luciano Lang.

sábado, 17 de setembro de 2016

Garagem-bar 2

Enquanto a caverna (a garagem-bar física, nos fundos do terreno de nossa, finalmente!, casa própria) não tem ocasião de sair do papel, eu me viro no "cantinho do castigo" (aquele lugar onde os instrumentos de tortura - cerveja, vinho, whiskey, cachimbo, charuto, etc. - me manterão em constante "agonia"). 

Uma coisa que adorei fazer para este cantinho do castigo foi usar os restos da grápia da obra para um banquinho e uma mesinha. 

O meu "cantinho do castigo", feito com os restos da obra da casa,
terminando de fazer o tratamento na madeira.
Sempre morei, enquanto adulto, em apartamento. E em apartamento a gente fica muito limitado para fazer as coisas por nós mesmos. Só agora, já na meia idade (será que sofro do tal mal da meia idade?) é que pude construir minha casa e começo a ter a perspectiva de fazer zilhões de coisas que sempre quis fazer no meu próprio espaço, sem encheção de saco de vizinhos.

O primeiro passo, talvez, tenha sido este cantinho do castigo. E este primeiro passo no DIY (do it yourself) me foi agradabilíssimo. Prazer e ocupação do corpo e da mente. SDG!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Diário de bordo (postagem inaugural)

Alguns dos blogueiros que o Make recomenda costumam fazer uma espécie de "diário de bordo", comentando situações, problemas e/ou modificações que vão fazendo em suas motos. É bem interessante e acho que vale a pena fazer também. Embora a Lady Day ainda esteja à venda, eu ainda só anunciei a amigos e vejo a possibilidade cada vez mais remota, pelo que darei início ao meu próprio diário de bordo.

Quanto às modificações, tem um monte de coisa que eu já fiz e mais um monte que eu gostaria de fazer, muitas delas eu já comentei em postagens anteriores. Sobre as alterações já feitas não compensa falar novamente e as alterações por vir é bem provável que eu ainda demore a fazer. Se é que vou mesmo fazer, porque o "projeto bagger" nunca sai da minha cabeça, e isto pode implicar uma troca de moto, não duas na garagem.

Então falar de que, para começar, já que a Lady Day é um amor e raramente me dá alguma dor de cabeça? Ah, não é que no último fim de semana a menina resolveu reclamar!

Primeiro um problema crônico. A mola do pezinho da Sportster é presa no quadro por um pino (nas mais novas há uma chapa com um furo redondo, o que seria muito melhor). Apesar de ser relativamente alta (para uma H-D), os enormes quebra molas e outras irregularidades de piso podem fazer bater este pino e quebrar ou entortar. A Lady Day ainda está rebaixada, o que aumenta consideravelmente este risco.

A primeira vez que isto me ocorreu foi em Porto Alegre. Uma irregularidade no asfalto e, bang, batida forte no pino e ele desapareceu (na verdade a cabeça dele sumiu, ainda ficou um cotoco inútil). Levei direto na concessionária que me pediu extorsivos 800 reais para a solda de um pino novo. Resolvi isso em Canela mesmo por 60 reais. Solda que ficou excelente. Tanto que, numa segunda vez que me ocorreu isso, em Gramado, com um passa fios em metal muito alto, e que eu não havia percebido tão alto, em frente à Rua Coberta. Bang, batida ainda mais forte que a primeira, mas o pino não sumiu, apenas entortou.

Voltei ao cara que me fez o serviço da primeira vez e ele arrancou o pino fora e soldou novamente outro pino, numa posição que ficasse um pouco menos vulnerável. O que funcionou muito bem até a última sexta, quando passei por uma irregularidade no piso de paralelepípedo e entortou novamente o pino. Desta vez eu resolvi buscar uma solução alternativa via mola. Após alguma busca, uma mola de CG deu conta do recado. Com a vantagem de o pino torto pela batida ter ficado ainda menos vulnerável que antes. 

Ainda é necessário cuidado em passar em quebra molas e estar atento às irregularidades do piso. Mas estaria a moto assim tão baixa? - alguém perguntará. Sim e não, eu respondo. Sim, está bem mais baixa do que originalmente é. Mas não, isso não seria um problema se nossos pisos fossem bons. E, sim, as irregularidades pelas quais passei eram muito altas e me pegaram, por assim dizer, de surpresa.

Neste mesmo dia, quando finalmente coloquei a mola de CG e voltava tranquilo para casa, luzes espia acenderam: injeção e bateria. "Mas que zica!" - pensei eu.

Bem, o melhor é encurtar a história. Eu não entendo patavina de mecânica/elétrica e, por mais que gostasse de aprender, as demandas da vida me impõem procurar um mecânico de confiança. Aqui na Serra, sem chance, pelo que converso sempre com o sempre atencioso Luciano Lang, o Lobo, de Novo Hamburgo.

Depois de entrar em contato com ele e ele me sugerir alguns passos de primeiros socorros (verificar cabos de bateria, por exemplo, o que realmente precisou de um aperto), acabou que o problema ficou "intermitente". Aparentemente as luzes estão acendendo após eu zerar o log com os códigos de erro, mas não estão acendendo enquanto há o registro no log. A luz da injeção está acendendo uma vez mais após aquela checagem inicial antes da partida, ficando acesa por um curto tempo. Digo "aparentemente" porque o registro do log está lá, as luzes não mais apareceram e eu parei de tentar descobrir o que é.

Mas o problema é certamente elétrico (e o da injeção deve ser por tabela). Talvez seja a bateria começando a abrir o bico (o que eu não duvido, apesar de relativamente nova, após este longo e tristonho inverno de muita chuva, muito frio e pouco passeio). Ou talvez o estator ou o regulador de voltagem... Tomara seja só bateria. Que o Luciano me sugeriu medir a voltagem para testar eu mesmo. Ao que eu preferi, uma vez que não tenho voltímetro, não quero passar em outro lugar algum para medir e preciso mesmo fazer a troca de óleo (sim, também, pelo menos ainda, não faço as trocas em casa; mas isso ainda farei, é só questão de ter lugar apropriado) e combinamos de ele fazer tudo isso na próxima segunda.

Ou tomara seja ainda algo mais simples que o ignorante aqui não seja capaz de ver. Seja como for, quero cuidar logo da menina, com todo carinho, para que ela volte a ser aquela garota dócil, que nunca dá problema e, ao contrário, só me enche de alegria!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Motos e fotos 10

Autor: Roberto Vargas Jr.
Nota: Dias nublados, chuvosos, tristonhos.
É verdade que ainda são bonitos. Mas Lady Day e eu ficamos ansiosos.

domingo, 28 de agosto de 2016

Motos e fotos 9

Autor: Roberto Vargas Jr.
Nota: 20160828 Ride. A estrada é sempre a mesma...
Autor: Roberto Vargas Jr.
Nota: 20160828 Ride. ...E a paisagem é sempre a mesma. Mas eu não deixo de curtir!
Autor: Roberto Vargas Jr.
Nota: 20160828 Ride. Uma paradinha na Cervejaria do Farol para uma IPA
antes de voltar satisfeito para casa! 

sábado, 27 de agosto de 2016

Motos e fotos 8

Autor: Roberto Vargas Jr.
Nota: Belíssimo dia.  Apenas poderei, talvez, rodar mais à tarde.
Mas o dia está muito bonito para não tirar já uma foto!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Um dia...

É, é propaganda da H-D e eu nem ganho nada com isso. Não importa. Desta vez a mensagem da propaganda é muito boa. E vale a pena dizer:
Muita gente diz que vai viver seu sonho um dia.
Por “um dia”, elas geralmente querem dizer “quando as crianças estiverem crescidas”.
Se você esperar até lá, seus filhos perderão a lição.
Eu gostaria imensamente que meus filhos não só me seguissem em minha paixão por motos, mas também me acompanhassem enquanto eu estiver por aqui. Será um prazer tão grande quanto era viver isso com meu pai.

Mas isso transcende o andar de moto. Isso vale para a vida. Você quer que seu filho tenha caráter? Siga o conselho bíblico: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele" (Pv 22:6).

Tomara eu seja bom exemplo para os meus moleques. Tomara eles andem de moto comigo. E tomara eles sejam homens de caráter, não importa o quanto este mundo chato se perca e os chame a se tornarem andróginos e sem sentido.

One Day, by Harley Davidson.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Sportsters, garupas e malas

Os caras gostam de Sportster. Brasileiro gosta de moto com visual mais "agressivo". Na verdade, brasileiro gosta mesmo é de esportiva, e isso mesmo quando pensa em uma custom. 

Não é tão comum cara que gosta de custom com cara de custom, cheia de cromo e com jeito de tiozão. Ao invés de Deluxe e Heritage, a maioria gosta mesmo é de Fat Boy, bem preta e pelada, e de Breakout. Nada de Sportster C! Só N, R, X ou outra letra qualquer. C não! Mas se for C, bora mudar até ficar com cara de não-C.

Daí os caras querem uma Iron para rebaixar e andar garupados. E ainda viajar cheio de mala. Capaz ainda de cada um, motoqueiro e garupa, pesar mais de noventa quilos. Fora a bagagem. Depois fica se lamuriando que Sportster não confortável, fica batendo fim de curso, bota banco comfort, gasta uma fortuna em amortecedor... Isso para não contar que já matou o visual "esportivo" que tanto gostam.

A moto simplesmente não é para isso! (É verdade, também tem gente que radicaliza e não quer saber de garupa nem de conforto; só visual. Bem faz esta gente!)

Eu ando com uma C, que tem amortecedores originais mais baixos (11.5" contra 13"), rebaixada e ando quase sempre solo. Eu certamente peso menos do que noventa quilos. Acho a motinha confortável o suficiente, dada sua proposta, ainda que um tanto cabrita, e não bate fim de curso, não importa a bagagem que eu coloque.

Quer andar garupado? Quer viajar cheio de mala? Quer, por cima disso tudo, manter sua moto bonita? Sportster não é a sua moto!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Motos e fotos 7

Esta é mais uma daquelas em que o que vale na foto é a moto, não a foto em si.

Eu acho as H-Ds com sidecar bonitas. Mas as Indian combinam perfeitamente com sidecars! Esta Chief Vintage, por exemplo, ficou realmente belíssima. 
Autor: Florida Sidecar Products, via Pinterest.
E olha o conforto e o luxo do carrinho lateral. Inacreditável!
Autor: Florida Sidecar Products, via Pinterest.
Outras vistas:
Autor: Florida Sidecar Products, via Pinterest.
Autor: Florida Sidecar Products, via Pinterest.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Sobre Harleys, capitalismo e esquerdismo

Este mundo está chato demais por conta da sensibilidade moderna embalada pelo politicamente correto das esquerdas. Tudo é motivo para alguém se vitimizar. E se você se enquadra em qualquer estereótipo "opressor", dá-lhe aguentar choradeira.

Sempre há incoerentes esquerdistas banqueteando-se das benesses capitalistas, a "esquerda caviar" do Rodrigo Constantino. Entre harleyros também, obviamente. Mas eis que nós, que temos motocicletas da marca, mesmo que pobretões que as compraram após muito suor, somos tidos por malditos opressores esbanjadores de um dinheiro que seria melhor aplicado em projetos sociais.

Assim é que gostei muito desta "resposta":

Fonte original: The Free Patriot.
Fonte da tradução*: Tradutores de direita.
* Eu editei o texto traduzido.
"Um cara olhou para a minha Harley e disse: 'Eu me pergunto quantas pessoas poderiam ter sido alimentadas pelo dinheiro que essa moto custa'.
Eu respondi: 'Eu não tenho certeza; alimentou um monte de famílias em Milwaukee, Wisconsin, que a fabricaram, alimentou as pessoas que fizeram os pneus, as pessoas que fizeram os componentes que vão nela, alimentou as pessoas da mina de cobre que extraiu o cobre para os cabos, alimentou as pessoas em Decatur Il, na Caterpillar que fazem os caminhões que transportam o minério de cobre. Acho que realmente não sei quantas pessoas foram alimentadas.'
Essa é a diferença entre o capitalismo e a mentalidade assistencialista. Ao comprar algo, você coloca dinheiro no bolso das pessoas e dá a elas a dignidade por suas habilidades. Quando você dá a alguém algo em troco de nada, está roubando sua dignidade e autoestima. Capitalismo é dar livremente o seu dinheiro em troca de algo de valor; Socialismo é tirar seu dinheiro contra sua vontade e empurrar sua goela abaixo algo que você nunca pediu."

Ah, sim, talvez a descrição de capitalismo e socialismo seja por demais simplista, uma caricatura.  Há mais variáveis envolvidas e os extremos de lado a lado não fazem justiça. Mas é uma caricatura que grita uma verdade.

Não, este autor não enviesará por sendas políticas. O blog não é para isso. Mas ao inferno com a sensibilidade moderna, o politicamente correto e todas as farsas esquerdistas!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A propósito de capacetes, segurança e a minha escolha

Um amigo trouxe de volta uma velha e recorrente discussão a respeito de capacetes. Questiona ele se há realmente diferença significativa entre capacetes considerados “top” e outros mais comuns (desconsiderando, claro, aqueles que são claramente inferiores).

Não há dúvida que estes capacetes mais caros possuem melhor acabamento e mais "subsídios" de segurança (quiçá mais "tecnologia"). O pano de fundo deste questionamento, porém, se dá porque, uma vez que estes capacetes "top" são assim tão caros, há certa preocupação com a segurança a tal ponto que se costuma perguntar: “quanto custa sua cabeça?”

Sharp Helmets:
Sempre confira os testes do
capacete de seu interesse lá!
Eu obviamente considero relevante a preocupação com a segurança, mas também considero um exagero a busca por um capacete “de marca”, com selo DOT (porque o do Inmetro é uma piada) e com o melhor ranqueamento no Sharp Helmets (um avaliador britânico de capacetes que é referência quanto à segurança).

Note bem, eu considero tudo isso interessante e quanto mais “top” o capacete e quanto mais subsídios de segurança, melhor. O que eu não considero salutar é a paranóia por segurança que se vê em discussões a respeito e a compra de capacetes caríssimos por conta disso.

Sem qualquer intenção de influenciar quem quer que seja a respeito disso (cada um sabe de si e responde por si), a minha posição quanto a compra de um capacete é que nem a pau eu pago a fortuna que cobram nos capacetes considerados "top". Pelo menos nas circunstâncias atuais. E são várias as razões.

Uma razão é a impossibilidade financeira. Talvez, se eu tivesse muita grana, como não faria lá muita diferença no fim do mês, então eu comprasse um. Mas eu não tenho condições, então eles estão fora de qualquer cogitação. 

Outra razão é a própria questão da segurança. Todo mundo fala da superioridade dos capacetes fechados em relação aos articulados (e ambos em relação aos abertos) e também do ranqueamento Sharp Helmets. Nem vale questionar isso. Tudo verdade. Mas é verdade também que mesmo o capacete fechado cinco estrelas e indestrutível pode sofrer com uma barra-de-direção-Ayrton-Senna... O que quero dizer com isso é que vale se prevenir da melhor forma possível, mas capacetes mais comuns também fornecem um bom nível de segurança e, em última instância, não há neura que te salve de alguma fatalidade. 

E a razão que talvez seja a principal é o conforto. Eu me sinto absolutamente claustrofóbico em capacetes fechados. Tenho um da H-D que comprei para "experimentar" e, minha nossa!, eu até uso, mas uso para não perder meu dinheiro (tenho, agora que me livrei das velharias, apenas dois capacetes, um aberto old school que só uso na cidade e o HD, fechado, que uso na estrada). Não vejo a hora de comprar um articulado e me sentir mais à vontade. 

Ainda quanto ao conforto, o nível de ruído é algo que eu gostaria de minimizar, mas aí o papo voltará à questão financeira. E, também, outra coisa que me importa muito é que uso óculos. O maior dos meus arrependimentos quanto à compra do capacete fechado é o incômodo que os óculos me causam, tanto na hora de vestir (capacete e óculos) quanto rodando, pois as pernas dos óculos pressionam minhas têmporas, chegando mesmo a causar dor de cabeça. Sei que muitos capacetes têm algum esquema para a colocação dos óculos, mas é certo que os articulados são mais confortáveis quanto a isso. 

Por fim, a questão estética. Eu uso o aberto old school obviamente uma opção acima de tudo estética (é por conforto também, claro, mas é principalmente estética). Se possível, na minha próxima compra de capacete, escolherei algum articulado que seja mais "bonitinho", um que me vista e eu me sinta à vontade com ele.

Assim, atualmente, eu considero duas opções para a minha próxima compra: o Shark Evoline Serie 3 e o "genérico" dele, o LS2 FF393 Convert.

Shark Evoline Serie 3 Mezcal Chrome.
Apesar de o Evoline ainda ser muito pesado, pelo menos em relação aos fechados, o que conta contra o conforto, o acabamento é muito bom e as cores são muito bonitas, especialmente o Mezcal Chrome. Além disso, é muito bem classificado no Sharp Helmets (cinco estrelas), mesmo com um índice de integridade nos testes não tão alto assim (57% se mantém íntegros). Seria minha primeira opção. Mas ainda é muito caro.

LS2 FF393 Convert (White e Black; eu pegaria um preto).
O LS2, dizem, é muito barulhento. Mas é pouca coisa mais leve que o Evoline. Não é tão bonito quanto um Mezcal, mas o "monocolor" preto é bem bonitinho. É três estrelas no Sharp Helmets, o que não é tão bom, mas também não é tão ruim assim. O índice de integridade é que assusta um pouco: apenas 37% se mantém íntegros. Bem, o Evoline é melhor em tudo, mas se a grana não der, o LS2 é a opção que se segue.

Notem que não falei nada sobre o conforto. Quando da compra, terei que experimentar ambos e decidir se são confortáveis o suficiente. Restando esta questão do conforto e, claro, da grana disponível, ainda posso avaliar algum outro articulado qualquer. 

Certo é que preciso de um capacete mais seguro e confortável para a estrada, mantendo em casa o claustrofóbico fechado apenas para "enfeite", e o old school para a cidade. 

Em resumo, eu não vou ficar com nóia quanto ao capacete. Vou comprar e usar aqueles que meu bolso permitir e me forem confortáveis e agradáveis de ver, com segurança suficiente. Ou, em outras palavras, vou comprar o capacete que me apresente o melhor resultado na equação custo-segurança-conforto-estética, sem neuras!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A garagem dos sonhos 4

Um outro projeto que seria uma alternativa para uma segunda moto (para um resumo das alternativas que já mencionei: A garagem dos sonhos 2) seria um com sidecar.
Road King (branca!) com sidecar. Belíssima moto!
Imagem: Motocarga: sidecar passageiro classic (um raro fabricante nacional de sidecars).
Eu sempre achei muito legal moto com sidecar. Mas, se for para ter um, apenas se for uma segunda moto. Pois, se bem entendi a (sempre absurda e confusa) legislação brasileira, o documento da moto fica como veículo com três rodas e o sidecar não pode ser "destacável". Se assim é mesmo, é uma pena.

Em todo caso, um projeto de uma segunda moto com sidecar é bem interessante. Ainda mais porque tenho dois filhos pequenos e por várias vezes eles quiseram sair comigo de moto. Mas como fazer com dois? Ah, seria uma delícia ir ao Bikers Pub com meus moleques não de carro (ou de bicicleta), mas de moto! O sidecar viria bem a calhar.

Aí, de vez em quando, fico aqui a pensar em comprar uma CG bolinha azul (ou branca) e botar um sidecar nela! Na verdade podia ser uma CG, uma CB, uma outra Honda (como a CB 750F 1975 abaixo) ou Yamaha ou Suzuki ou qualquer uma maior neste estilo, uma Mirage, uma Dafra (a Horizon 150, imitando a 883 R, não é bem um sonho, mas serviria bem a este propósito), uma Royal Enfield, uma Triumph... Uma Bendita Macchina (vale dar uma olhada nos projetos dos caras)... Até uma H-D!

CB 750F 1975 com sidecar, de Mauricio Dalpiaz.
Pensando em motos de baixa cilindrada, novas ou usadas, este projeto nem fica assim tão caro. Mas como estes tempos são de vacas magras e nenhum gasto supérfluo é oportuno...

Raio de mundo injusto!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Garagem-bar 1

Ao falar em garagem-bar eu mencionei cachimbos e charutos entre os meus prazeres. Dado meu contexto, porém, convém acrescentar uma pequena nota: antes de mais nada, eu sou um cristão, e como cristão eu tenho uma relação, digamos, “conturbada” com o tabaco. Mas, para resumir a história, indico um livro que segue bem próxima da minha posição a respeito: Os charutos, o cristão e a glória de Deus, de Joe Thorn.

Isto dito, e não vou entrar nas questões que o livro já trata, devo dizer que tenho ojeriza a cigarros e não suporto seu fedor nem o hálito de quem os fuma (o que depende, em muito, da frequência do uso). Ademais, meus pais eram fumantes e a tortura de conviver com a fumaça em casa e, principalmente, no carro foi traumatizante. É algo do que sempre manterei distância.

No "cantinho do castigo" (o lugar em que me "isolo" para fumar), 
com um Bazzanelli "Sherlock" e fornilho encerrando restos de 
Molto Dolce (Sutliff Private Stock) e CG pêssego. Ficou bom!
Já os cachimbos sempre me pareceram algo mais agradável. Primeiro por aquele ar “inteligente” que o cachimbo confere a quem o fuma. Depois porque, ao contrário do cigarro, o aroma que os tabacos para cachimbo deixam no ambiente é delicioso. 

Lembro que, certa vez, entrei num elevador com um dono de empresa que fumava seu cachimbo com o tabaco aromatizado de pêssego. Apesar do trauma do cigarro que ainda me deixava com mil reservas quanto a qualquer tabaco, naquele dia eu decidi que em tempo propício eu experimentaria este negócio.

Isso aconteceu algum tempo depois e hoje devo dizer que o ritual de enchimento do fornilho, o tempo dedicado e a meditação associada, além dos sabores e aromas, tudo isso me conquistou. E tanto mais porque procuro apreciar tudo em solidão, tentando não incomodar ninguém, o que combina demais com meu temperamento ensimesmado. 

Na verdade, quase todos os meus prazeres são assim, com esta característica de serem mais bem aproveitados em solilóquios. Até mesmo com a cerveja, que, embora eu não dispense companhia numa mesa de um bom barzinho, prefiro a que aproveito em casa, pensando cá com meus botões. Até mesmo com o vinho! Se bem que o vinho pede mesmo por companhia...

Mas isto é outro papo. Estou falando agora é de tabaco. 

Meu segundo charuto, um Vasco da Gama Corona.
É um short filler, sugerido pela tabacaria para um iniciante como eu.
Acompanhado de um Johnny Walker Black Label.
E falta falar do charuto. Eu achei que jamais fumaria um charuto. O cheiro é ainda pior que o de cigarro. Pior? Bem, não exatamente. É mais forte, sem dúvida. E mais agressivo. Mas talvez o aroma seja menos desagradável. Seja como for, experimentar charuto me parecia uma impossibilidade.

Mas minha irmã se confundiu e pensou que eu fumava charuto e não cachimbo. Vindo do Caribe, trouxe-me um. Que eu aceitei e resolvi experimentar. E não é que o sabor é muito bom! Até mesmo o aroma, que eu achava muito difícil de suportar, após experimentar passei a considerar bastante agradável. 

Bem, este da foto ao lado é apenas meu segundo charuto. Eu chego quase a dizer que charuto é melhor, quanto ao sabor, que o cachimbo. Mas a verdade é que eu não posso dizer isso. Porque eu não sou um fumante experiente nem assíduo. Nem desejo passar a ser. Quero que estes prazeres se mantenham assim: bastante ocasionais, simples e, principalmente, dependentes do solilóquio que meu temperamento exige.