quarta-feira, 7 de março de 2018

HD faz recall por problema no sistema de freio

Não, isso não me afeta direta nem imediatamente, mas como tenho alguns planos com uma RK é bom ter a informação à mão, só por via das dúvidas.

Em resumo, "quando o fluido de freio DOT 4 não é substituído após longo período de uso, o excesso de umidade do ar absorvida formará partículas que, em alguns casos, ficarão depositadas nos componentes do sistema de freio, podendo impactar a unidade de controle hidráulico do ABS e ocasionar seu eventual travamento em situações pontuais e extremas, com risco de colisão e queda" e, portanto, "a Harley-Davidson do Brasil realizará a limpeza completa do sistema e a troca do fluido por outro, com uma nova especificação".

As RK afetadas são as Classic fabricadas entre 2007 e 2011 (modelos 2008 a 2011) com chassis: 9321FR4108M603443 a 9321FR41X9M654580, 9321FR4408M637036 a 9321FR4498M679625, 9321FR4J0AD616375 a 9321FR4JXAD649447 e 9321FRMJ0BD621304 a 9321FRMJXBD678707; e as Police fabricadas em 2009 (modelos 2010 e 2011) com chassis 5HD1FHMC1AB608659 a 5HD1FHMCXAB615240.

As outras motos envolvidas estão listadas no link fonte e no comunicado.

Fonte: MOTO.com.br

terça-feira, 6 de março de 2018

A linha 2018 e o capacete Caberg

Fiquei tão empolgado com a roda raiada que me esqueci completamente de comentar mais dois assuntos.

Aproveitei a ida a Porto Alegre e visitei a Iesa. Queria, obviamente, ver as novas Softails e, acima de tudo, a Road King S. Não tinha nenhuma Road King lá, nem S nem C. O que foi uma pena. Nem tinha nenhuma Road Glide, que eu também queria conhecer. Mas tinha muitas Sportsters, umas Tourings e algumas Softails.

Sobre as Softails, devo dizer que a impressão das motos cara a cara é muito melhor do que pelas fotos. Até a Fat Boy eu achei bastante razoável. Eu não sou fã da Fat Boy, então ainda não olho com muito gosto para ela, mas não achei aquele horror todo que achei pelas fotos. A Breakout, apesar de também não ser do meu gosto (para mim mesmo), eu achei bem bonita, tanto ou mais que a antiga. Agora, a Heritage ficou um espetáculo. A dosagem de preto e cromo ficou bem na medida. Ainda acho que um "Special", ao invés de "Classic", cairia melhor. Mas a moto é mesmo esteticamente muito bem resolvida.

Estas eram as Softails que estavam expostas e como não tinha mais nada que realmente me interessasse olhar, além de ter sido uma visita rápida, de menos de cinco minutos, não há muito mais a dizer, exceto que gostei muito do azul dos 115 anos, que vi numa Sportster e numa Touring.

Devo voltar outro dia, com mais calma, na expectativa de ver mais modelos.

Sobre o capacete, na última vez que o usei com o comunicador tocando música eu reclamei do ajuste automático de volume, que aumenta e diminui conforme o vento. Achei muito ruim. Dessa vez viajei com este ajuste automático desligado. Aí sim! Ficou não perfeito, mas suficientemente bom, num volume em que se escuta tanto a música quanto os barulhos externos.

Pronto. Agora sim, registro feito.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Lady Day volta para casa

Eu não comentei por aqui porque pensei que seria coisa rápida e breve eu contaria, bem brevemente, sobre a manutenção... acabou que a coisa rendeu uma história bem mais longa.


Era um sábado à tarde. A pane elétrica aconteceu enquanto eu guiava minha esposa a um parque no interior da cidade (ela de carro, com minha sogra e meus moleques, eu de moto). Era um lugar bem afastado e fiquei horas à espera do guincho, acionado pelo seguro.

Como a seguradora me informou que eu tinha direito a um guincho sem limite de quilometragem, e depois outro de apenas 100Km, decidi enviar direto para a oficina. Mas era um sábado. O que fez com que eu fizesse várias ligações e, para tornar uma longa história curta, acabei combinando com o Carlão da Drag Pipes, em Porto Alegre, de a moto ser entregue na segunda-feira. Enquanto isso, a moto ficaria no "depósito" do guincho.

Bem, a moto chegou em Porto Alegre na segunda e, depois de explicar melhor ao Carlão o que aconteceu e receber dele o orçamento (era o regulador) e o prazo, acabamos combinando de eu pegar a moto após o meu período de férias (aquele do Off-topic: férias e surfe) e do carnaval, num sábado, dia 17.

No dia combinado, desci de carro, junto com a família, já que minha esposa precisava levar um equipamento odontológico para manutenção, e aproveitaríamos para estender as férias com um cineminha.

Chegando em Canoas, porém, uma obra afunilou o trânsito para uma pista e ficamos bem no limite para o meio dia, quando, no sábado, a Drag Pipes fecha. Na verdade, quando o trânsito liberou já era meio dia e liguei em desespero ao Carlão pedindo para ele me esperar 15 ou 20 minutos. Chegamos em 15. Conversamos brevemente, paguei, peguei a moto e saímos todos, ele fechando a oficina. Daí...

Na terceira curva as mesmas luzes da pane acenderam. O que fazer, já que a oficina já estava fechada? Decidi seguir a programação e, chegando em casa, ligar ao Carlão na segunda. Mas, depois do filme, indo para casa, paramos no Leroy Merlin de São Leopoldo (programa obrigatório para quem tem uma casa permanentemente "em construção") e... quem disse que ela pega?

Novamente tornando a loga história curta, liguei ao Carlão e ele acionou um guincho para receber a moto na segunda. De novo! Como minha esposa estava comigo de carro. Voltei dirigindo ao invés de pilotando.

Aguardei mais um tempinho e o Carlão me ligou dizendo que o problema era de novo o regulador, porém num outro componente interno, mas que foi resolvido e ele inclusive fez um teste com um passeio relativamente grande. Fiquei de verificar o dia que eu desceria para pegar a moto e enquanto verificava... confesso que nem acreditei: negócios de ocasião sempre acontecem com outros, jamais comigo... ele entra em contato perguntando se não era eu que queria uma roda raiada. Ele queria a fechada para um projeto e me sugeria fazer a troca elas por elas. Aceitei de imediato!

Assim, a Lady Day ficou na oficina ainda mais uns dias, até hoje, quando eu a trouxe de volta para casa com os devidos cuidados com a saúde e com um cuidado adicional com a estética. Aliás, não que eu não goste da roda fechada original, mas eu sempre disse que a Sportster Custom fica melhor de raiada. Já já eu tenho que trocar o pneu, aí boto um banda branca e a Lady Day já vai ficar uma belezura! (Só faltarão os cromados do motor, o banco e o filtro redondo; a fazer bem devagar...)


sábado, 24 de fevereiro de 2018

Receita de uma hamburgada

Começando pelo fim: servidos?
Atendendo a insistentes pedidos, resolvi não só dar a receita do meu hambúrguer, como fazer alguns apropriados comentários e incluir os ingredientes da montagem além da carne.

Antes de começar, precisávamos de uma cerveja para acompanhar. Segui com meus growlers ao Farol e trouxe uma APA. Não sem, é óbvio, iniciar os trabalhos por lá.

Olha a felicidade da molecada!
Também passei no mercado e comprei o suco para os demais e alguns ingredientes que faltavam.

E a coisa é bastante simples. A receita original, que me foi passada por minha sogra, era assim:
1 Kg de carne moída na hora, patinho ou coxão mole. 
1 pacote de creme de cebola
1 xícara de aveia flocos finos
1 ovo
1 colher (sobremesa) de sal
Misturar tudo e formar os hambúrgueres
Eu, no entanto, fiz algumas modificações e, por isso cabe algum comentário.

Sempre compro 1Kg de patinho e peço para moer com 200 a 250g de bacon. O patinho é uma peça magra, e o bacon, além de sabor, provê a necessária gordura.

Antes de tudo, jogo um tanto de sal e acrescento uma generosa pitada de pimenta do reino. Logo depois vai o pacote de creme de cebola e a aveia, numa porção a olho. A aveia, diga-se, dá substância e crocância à carne.
Nem sempre uso o ovo. Mas às vezes uso um ou dois. Isso vai simplesmente conforme meu humor.

O vinho ali não era para bebericar. Uma vez, porque eu achava ruim de misturar tudo tão seco, acrescentei um pouco de vinho e foi como mágica. A massa de carne ficou extremamente macia. Desde então eu sempre misturo um tanto de vinho ou de cerveja. Prefiro a cerveja, mas como tinha este resto de vinho de refeições anteriores, foi o vinho mesmo.
Vale ressaltar que faço pequenas alterações cada vez que preparo os hambúrgueres, não só pelas quantidades a olho, mas também alterando sutilmente um ou outro ingrediente. Isso fica sempre a gosto do chef.

Como se vê, esta quantidade de ingredientes rende cerca de doze generosas porções de hambúrguer.

Como venho preparando sistematicamente hambúrgueres, minha esposa me presenteou no Natal com este prensador, que vem também com recipientes para guardá-los. 

Não é algo necessário, mas é realmente muito prático e, com minha predileção estética, é algo que gostei muito. Só lamento que só venham quatro recipientes. Vamos ver se adquirimos mais pelo menos oito deles avulsos.

Depois de prontos, os hambúrgueres vão descansar na geladeira e eu preparo cebola caramelizada na cerveja. 

Bem, os ingredientes vão no olho: cebola (desta vez veio uma roxa por engano e achei que ficou legal), cerveja preta (o ideal seria uma stout, mas aqui uso uma malzbier), molho shoyu e açucar mascavo.

Tudo começa aquecendo azeite para fritar a cebola até que ela comece a ficar mole e transparente. Ao invés de azeite, porém, eu fritei antes bacon em cubo (prefiro em tiras, mas não tinha no mercado) e, após separá-lo, aproveitei sua gordura.


Quando a cebola está no ponto, jogo o shoyu e deixo impregnar bem na cebola. Então acrescento a cerveja, e quando esta começa a ferver, acrescento o açúcar. Aí é esperar reduzir bem até ficar um molho bem grosso.

Enquanto isso, frito os anéis de cebola e separo os pães. 


Lambuzo os hambúrgueres de molho barbecue e os levo à churrasqueira.

Minha churrasqueira de camping velha de guerra, aliás, cumpriu exemplarmente seu dever e está em seus últimos suspiros.

Ainda não me animo a comprar a que deve ser definitiva,  uma vez que ainda há muito a fazer no quintal antes de pensar nestas coisas, mas temo que em breve eu não tenha alternativa.

Eis, à esquerda, os ingredientes da montagem preparados. Os pães com duas fatias de queijo (normalmente usamos o prato, que aqui chamam de lanche), o bacon, a cebola caramelizada e os anéis de cebola. E, à direita, a montagem no aguardo dos hambúrgueres.

Tudo terminado, eis as porções, da esquerda para a direita, do (até aqui) caçula, sem alguns ingredientes, do primogênito, idêntico ao da minha gravidinha, e, enfim, o meu duplo, ao lado da minha merecida APA. Que tal?

Novamente: servidos?


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Off-topic: férias e surfe

Talvez não seja tão off-topic assim ao blog, uma vez que o surfe é um dos meus prazeres e não está descartado que a Caverna (a definitiva, não esta paliativa, que não tem espaço para isso) venha a ter algo sobre o tema por adorno. No entanto, neste momento, surfar só me cabe em poucos dias de férias e num artigo off-topic...

Em tempos idos, entre meus treze e dezenove anos, embora eu gostasse de jogar bola, longe estava o futebol de ser meu esporte preferido. Eu morava no litoral do Espírito Santo, e lá, naquele lugar e naquele tempo, o surfe ocupava a maior parte do meu tempo, em ação e em pensamento.

Um raro registro daquele tempo, numas merrecas da Praia dos Padres/ES...
...numa das últimas vezes, se não a última, que surfei.
Aos dezesseis anos, porém, eu passei no vestibular e aos dezessete fui para a faculdade (sim, eu estava um ano adiantado), bem longe do mar. No começo isso pouco afetou o tempo que o surfe me ocupava, mas com dezoito anos as oportunidades foram rareando e surfei pela última vez com dezenove anos. Depois disso, embora o desejo e a saudade permanecessem, as contingências me levaram para tão longe de qualquer oportunidade de surfar que nem sequer eu imaginava ter uma prancha novamente.

Os anos se passaram, eu me afastei de quase tudo e de todos daquela deliciosa e irresponsável época da adolescência, até que... veja só, há bênção também nas redes sociais, não apenas tretas políticas, filosóficas e teológicas... reencontrei um amigo daquele tempo e alguma afinidade além do próprio surfe nos aproximou em conversas interessantíssimas.

Então, certo dia, ele me diz: "Cara, eu vou te dar um prancha". Eu achei que era zoeira e brinquei. Mas ele levou muito a sério e, algum tempo depois, uma encomenda chega em casa. Fiquei extremamente grato pelo presente e pela consideração. (Louvado seja Deus por você, meu caro Fernando Guéron!)

Daí, o que restou foi forçar ocasião para voltar ao mar. Apesar das contingências financeiras da vida, que não está fácil, fizemos, em família, questão de este ano tirar uns dias de folga e viajar e relaxar. No litoral, claro, e nosso destino foi Torres/RS. Cerca de vinte e cinco anos depois da minha última onda, portanto, lá fui eu, tentar minha sorte!

Foram quatro dias na praia, três deles tentando pegar ao menos uma onda em que eu ficasse em pé. Fui em três picos diferentes.

No primeiro dia, na Prainha, fiquei só no inside. Ondas muito próximas umas das outras e uma corrente absurdamente forte. E sem parede, quebrando tudo muito rápido. Fiquei bastante tempo na água, mas não consegui muita coisa.

No segundo dia, em Molhes, a onda é mais de pico. Mas sem lugar específico para quebrar. Demorei um tanto para chegar no outside e mais um tanto para descansar. Peguei uma única onda razoável e depois fiquei no inside. Foi o dia que mais fiquei na água. Também aproveitei para empurrar meus meninos no jacaré (quem sabe eles venham a gostar do esporte também).

O mais velho no jacaré.
O do meio se preparando.
O caçula ainda tem outras preocupações, junto com a mamãe.
No terceiro dia, não fui para a água. Fizemos vários passeios, primeiro no Parque da Guarita, depois um almoço e um passeio de barco passando pela Ilha dos Lobos (que, dizem, tem excelentes ondas, mas neste dia não tinha nem lobo nem onda alguma). Enquanto estávamos no Parque, percebi que a Praia da Guarita seria a mais amigável para tentar este retorno ao mar. Ondas em picos mais definidos e muito mais próximas da praia, sem grande espaço de arrebentação. Decidi ir a ela no dia seguinte.

No quarto dia, de novo na Guarita, o mar infelizmente não estava tão bom quanto no dia anterior. Cheguei fácil no outside várias vezes. Mas tinha dificuldade em pegar a onda. O mar, que já estava pequeno, foi ficando cada vez pior, e fiquei cada vez mais com dificuldade em pegar. Peguei uma, já quebrando e bem atrasado, mas que fiquei em pé decentemente. Aí, depois de algum tempo tentando pegar outras ondas sem sucesso, desisti e fui empurrar meus meninos no jacaré. Fiquei umas duas horas nisso. De todo modo, foi bom confirmar que para voltar a surfar esta praia é mais amigável.

E isso foi o melhor que pude. Pode parecer pouco e frustrante, mas a alegria é indizível.
Em resumo, a dificuldade em remar é enorme, principalmente para pegar a onda. Preciso de melhor condicionamento físico. O mar aqui, no entanto, também não ajuda muito. Além de pequena, a onda é gorda. Na parte gorda falta braço. Na parte já quebrando falta parede. Pelo menos foi o mar que vi. Deve haver dias melhores.

Mesmo assim, foi duplamente bom. Pois, primeiro, eu pensei que jamais voltaria ao mar com uma prancha. Voltei. E, depois, eu achei que, além de não conseguir remar, se chegasse a pegar uma onda, não ficaria em pé minimamente de forma decente. Fiquei. Certamente não é como andar de bicicleta, mas, de fato, pode-se tirar o surfista do mar, nunca o mar do surfista. Estou feliz pacas!

Voltei para casa saciado, e até minha esposa se empolgou em me ver retornar a surfar… Já até pesquisamos formas de deixar a viagem mais em conta para que seja mais frequente (mesmo que não tão frequente quanto eu gostaria). Retornaremos…

SDG!